
Sou o podre do podre, sou o que sobrou de nada. Um único sim, um único sim à falta de fé. Essa fé que não existe mais, e todo o mundo por ela. Eu fui palavra um dia, eu fui amor e não sou mais; ânsia pelo mundo, querer, um grito. Eu fui. Hoje sou grito desesperado, razão nenhuma por nada, a negação da negação. Sou um ser amargo, colérico, enrugado. Sou pequeno, e desgrenhado, e vivo. Vela trêmula, fiu de fumaça, e chão.
Que vida? Que mundo? Que sombra que sou.
- M.Lickel





